Há dois anos as palavras não chegariam para descrever a nossa amizade, o que nos unia ou o que eu te desejaria num dia como o de hoje. Antes não enviaria uma, mas mil mensagens porque todas me pareceriam incompletas para te mostrar o quão importante eras na minha vida. Teríamos já mil e um planos, roupas, sítios onde ir, prendas por abrir, sorriso gigante estampado na cara. Tu eras eu, uma simbiose tão perfeitamente imperfeita que me dava a certeza do eterno.
Por isso, hoje tenho medo. O ecrã branco continua aberto à minha frente na esperança que tudo possa voltar a ser o que era. Podia optar pela hipocrisia, mas não. Tu sabes que não posso ser assim. Só quero que saibas, do fundinho do coração desta menina-nostálgica, que te desejo o melhor do mundo. Porque tu és daquelas que merece mesmo. Lutadora incansável que me ensinou um dia a importância de sonhar.
Parabéns, minha P.


